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O caminho atravessa na serra, altitudes situadas entre os 50 e 500 metros povoadas por espécimes da Floresta Ombrófila Densa Baixo-Montana e acima até os 900 metros onde se desenvolve a Densa Montana ou Floresta de Encosta, ambas com características sub-tropicais decorrentes da pouca profundidade e fertilidade dos solos, assim como do clima, com o aumento acentuado da variação de temperatura entre o dia e a noite e entre as estações do ano, refletindo-se diretamente sobre a vegetação.
As árvores perdem parcialmente suas folhas durante o inverno e permitem uma maior penetração dos raios solares que fortalecem o sub-bosque onde são abundantes os frutos muito coloridos. As espécies ocorrentes estão adaptadas à acentuada declividade do solo e grande parte delas possui raízes tabulares, conhecidas por sapopemas, responsáveis pela estabilização das árvores.
No primeiro extrato se impõe as figueiras, o pau-sangue, os cedros, a canjerana, o tapiá, a maçaranduba, os caetés e o pau-d'anta. No segundo são mais abundantes as canelas, os guamirins, o guaraperê, a gramimunha, o pau-d'oleo, o ipê-da-serra, a cajerana, o cedro, o tapiá, o baguaçu, alguns ingás e a baga-de-macaco.


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