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O nome de Porto de Cima caracterizava sua posição topográfica, sendo o último ponto viável a navegação das pequenas canoas que subiam o Rio Nundiaquara. É bem provável que antes da chegada do europeu já era usado pelos índios para esta mesma finalidade e passou a ser permanentemente habitado no período da extração do ouro.
Durante séculos foi o local de união do caminho terrestre do Itupava com o fluvial do Cubatão e por ali passava toda a riqueza produzida no planalto. Em 1723 começou a vigorar o Contrato das Canoas que concedia a um arrendatário o monopólio da navegação comercial até Paranaguá.
Morretes e Porto de Cima atingiram o auge de prosperidade econômica e política entre os anos de 1820 e 1880 quando toda a erva-mate extraída no planalto passava por seus engenhos de soque movidos pela força dos rios antes de serem exportados por Paranaguá. A decadência se iniciou com a chegada da estrada da Graciosa e tornou-se irreversível com a inauguração da ferrovia que tornou mais vantajoso beneficiar o mate em Curitiba. Hoje sobrevive basicamente do turismo.
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